Nossa atividade
de coordenação aconteceu na Casa de Jorge Amado, na Rua Alagoinhas, no Rio
Vermelho.
Todos nos
encontramos em frente à casa de Jorge e fizemos a visita monitorada. Estavam
conosco os professores do NULEP: Augusta, Adriano, Letícia e Elisângela.
A
monitora que nos recebeu foi Manuela. Ela começou a visita pelo jardim, falando
das reformas – colocação do elevador, construção de um espaço para “café” - e
foi mostrando-nos os espaços denominados “quiosque”. Em um deles, temos acesso a vídeos com depoimentos de pessoas ilustres falando sobre Jorge. São seis horas
de vídeo. No outro, que está em reforma por conta de um problema no teto, há
vídeos que tratam do candomblé. E está todo decorado de forma temática.
Está
também no jardim um quarto que hoje é escritório, mas no passado era espaço
para Jorge escrever quando havia muita gente na casa e ele queria sossego.
Manuela também mostrou-nos as árvores, que eram cuidadas por Zélia, o banco
onde Zélia e Jorge costumavam sentar para conversar e apreciar a paisagem
(lugar onde foram colocadas as cinzas dos dois), o orixá Exu, as orquídeas.
Seguimos para conhecer o interior da casa. Conhecemos os quartos de João Jorge
e da
mãe de Jorge, neles além da ilustração, há vídeos passando sobre
a infância e as viagens de Jorge.

Entramos pela
sala, lugar em que Jorge às vezes escrevia, e vimos objetos originais, como as
cadeiras, a mesa, a máquina de datilografar, sofá etc. Mas há também peças de
arte produzidas pelos amigos Carybé, Hansen Bahia, Calazans Neto, etc. E outras
obras de arte trazidas de suas viagens. Os demais quartos são divididos de
forma temática: no primeiro passam vídeos falando dos amigos, no segundo há
vídeos e que atores e amigos leem trechos de suas obras. Na cozinha há muitas
reproduções de pratos típicos da Bahia, como nas receitas de Dona Flor. Na
tela, temos “Dadá, famosa quituteira de acarajé”, fazendo as receitas que
podemos escolher de forma bastante interativa. E se quisermos, podemos
solicitar a receita que selecionamos para recebermos por e-mail. No final deste
corredor temos a biblioteca de Jorge, que tem visão para antiga piscina e que
hoje é um lago dos sapos, pois Zélia e Jorge amavam sapos. Na parte interna
temos o escritório de Zélia que era onde ela revelava as fotos que fazia e costurava.
Passamos pelo closet dos dois e nos deparamos com uma riqueza: as cartas que
Jorge recebia de amigos escritores, de Zélia, dos filhos e de tanas pessoas
importantes em sua vida. Fantástico material de memória.
Chegamos ao
quarto do casal e nos enternecemos com tanta poesia e amor. Difícil descrever
lugar tão mágico. Lá, ouvimos trechos dos romances cujos personagens principais
são as mulheres. À medida que ouvimos, imagens de artistas como Carybé e
Calazans vão sendo projetadas nas paredes, na cama. Inenarrável.
E saímos
para o pátio lateral, onde uma brisa nos acolhe e as mais diversas esculturas e
outros tipos de obras de arte nos aguardam para apreciá-las. Estas obras são
frutos de presentes dos amigos e de compras dos dois quando faziam suas viagens.
Neste
mesmo pátio é possível descansar com um livro de arte nas mãos, pois há uma
variedade deles.
Foi uma atividade de coordenação
extremamente rica. Visitamos um lugar que pode ser visitado inúmeras vezes e a
pessoa não se cansa.