quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Visita à Caixa Cultural

       

       
       Ao convidar meus colegas professores a visitarem museus da cidade, tento mostrar que considero importante para nossa formação cidadã e humanística o valor da cultura, da história e da linguagem artística. Olhar o passado, valorizar a memória são atitudes precípuas de quem se preocupa com o presente e o futuro. O que somos é fruto da nossa história e faz-se necessário que estejamos atentos para não repetirmos erros.
        A exposição "Designe Brasileiro: Moderno & Contemporâneo." já foi apresentada em Berlim, Portugal, Londres e nas Caixa Culturais do Rio de Janeiro e Brasília, agora está em Salvador. A exposição conta com peças modernas e contemporâneas, principalmente cadeiras. A curadoria, composta por procurou "não apenas se restringir aos aspectos estéticos deste segmento criativo, mas também mostrar como o mobiliário brasileiro evoluiu diante dos diferentes momentos que nossa sociedade passou desde o início dos anos 40 até o período atual. 



sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Visita ao MAFRO


     Passados mais de dez anos da aprovação da lei 10.369, marco fundamental na história de lutas anti-racistas e para democratização do ensino, não é raro depararmos com episódios racistas e de intolerância religiosa  por parte de determinados segmentos da sociedade. Desse modo, surge a necessidade de adotar ações para fundamentar nosso trabalho, deixando-nos mais aptos para abordar, na sala de aula, questões acerca da diversidade e das manifestações de discriminação com mais propriedade.
      Atentando para esse fato, nesta quinta-feira, 06 de setembro, as nossas atividades da AC extrapolaram os muros da escola.  Realizamos uma visita guiada ao MAFRO - Museu Afro-Brasileiro no Pelourinho, onde tivemos a oportunidade de aprender mais sobre aspectos da cultura africana, do ser e fazer negro na sociedade baiana (a estética e o papel dos blocos afros no carnaval de Salvador).
      Assim, movidos pela busca de ampliação de conhecimentos, no setor religiosidade, pudemos aprender mais sobre a história de importantes divindades afro-brasileiras através das exposições, que se propõem irem além do sagrado, assegurando novas percepções. No setor África, obtivemos maiores informações sobre o continente africano e o tráfico de escravos, sobre manifestações artísticas, processos tecnológicos, vida cotidiana e tradição oral na África tradicional, especificamente de reinos tradicionais e sobre ancestralidade no Benin e África Central. Por último, numa sala especial, entramos em contato com uma belíssima exposição do conjunto monumental de talhas do artista plástico, Carybé, retratando 27 orixás. Obra de grande importância dentro da arte contemporânea brasileira.
     Para fazermos esse percurso místico, cultural e histórico, contamos com explicações da jovem Aislane, aluna de Artes Plástica da UFBA, que trouxe informações enriquecedoras sobre a exposição, destacando, com propriedade, as contribuições da matriz africana para sociedade baiana e brasileira. Tivemos uma manhã muito agradável, que certamente servirá para revermos (pre)conceitos  sobre a história e culturas africanas. A visita ao MAFRO certamente deve fazer parte do calendário de todos os profissionais de educação da capital baiana, não deixem de passar por lá!

Por Terezinha Coelho Pessoa












quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Cinema Nacional

     Sempre que podemos, buscamos fazer as reuniões de coordenação discutindo temas e assuntos sugeridos pelos colegas. Muitas vezes os temas surgem das demandas educacionais do momento, outras tantas emergem dos interesses dos professores. Neste caso, nossa discussão surgiu da união das nossas necessidades em vincular o projeto pedagógico do núcleo à Lei Federal 13.006/26.06.2014, que determina: “A exibição de filmes de produção nacional constituirá componente curricular complementar integrado à proposta pedagógica da escola, sendo a sua exibição obrigatória por, no mínimo, 2 (duas) horas mensais.”
         É nossa intenção, durante as coordenações, estudarmos cinema nacional e, através dos filmes, fazermos intervenções pedagógicas, que podem valorizar nossa cultura e nosso conhecimento de mundo. Assim sendo, com a promulgação da Lei 13.006/14, sentimo-nos felizes por estarmos no caminho certo. Cinema é cultura, é conhecimento, é educação e desejamos que nossos alunos nas oficinas, se apropriem dos saberes que  emanam dos filmes nacionais.
         A professora de Matemática, Maria Cristina Cunha, aceitou o desafio e preparou uma “aula” que mobilizou os colegas à discussão sobre a Lei 13.006/14.  Em suas aulas, costuma usar filmes (curtas ou longas). Muitas vezes as películas são usadas para ilustrar uma atividade matemática, outras tantas para humanizar, divertir ou simplesmente fazer com que os meninos e meninas reflitam sobre os temas apresentados nos filmes.


Cinema Nacional













sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Festa da Boa Morte

          

        No dia 15 de agosto estivemos em Cachoeira para participar da Festa da Irmandade da Boa Morte. Formamos um grupo com Cláudio Rebello, Maria Cristina Cunha, Rives, Borges, Gibson e Isabela. Foi um momento extremamente rico do ponto de vista cultural e religioso.


Ancestralidade Africana
       
              A Irmandade da Boa Morte é uma confraria católica de mulheres negras e mestiças que descendem e representam a ancestralidade dos povos africanos escravizados, e libertos, no Recôncavo da Bahia. Com o apogeu da lavoura de cana de açúcar, o trabalho escravo teve grande influência no desenvolvimento social e econômico da região. Daí a presença muito forte do negro em Cachoeira, o que contribuiu para difundir o sincretismo religioso em todas as áreas.
        A festa de Nossa Senhora da Boa Morte é um exemplo vivo da força e influência marcantes da cultura africana, miscigenada às tradições católicas. A festa acontece sempre durante a primeira quinzena de agosto e atrai pelo mistério e força, transmitidos de várias formas, tanto através da indumentária especial, utilizada pelas “irmãs”, como também pelos rituais secretos que são realizados com muita devoção.
         O traje de gala característico das “irmãs” é marcado pelo preto, branco e vermelho. A saia é preta e plissada, o camizu (ou camisa de crioula) é todo bordado em richelieu, engomado e branco. É usada outra blusa para compor o traje, além do pano da costa, em veludo preto, com forro de cetim vermelho, e o torço (ojá) branco comum, também bordado em richelieu.




 Rituais e Mistério

O culto é mantido com muito respeito e mistério. A programação católica é composta de missas, confissões, sentinela de Nossa Senhora da Boa Morte, realizada na Casa da Boa Morte, e três procissões nas principais ruas da cidade. Os rituais africanos são realizados de forma recatada, e os preceitos começam no início do mês de agosto, quando fazem uma limpeza de corpo e alma, confessando-se na igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário do Porto da Cachoeira e tomando um banho de purificação, seguindo o ritual de seus ancestrais.
Fazem parte ainda da programação religiosa missas pelas irmãs falecidas, cortejo com Nossa Senhora da Boa Morte, sentinela na Igreja Matriz, missa de corpo presente, procissão de Nossa Senhora da Boa Morte, missa solene da Ressurreição.
A parte profana da festa tem samba de roda e ceias na casa da Irmandade. Hoje, a Confraria, formada exclusivamente por mulheres negras com mais de 50 anos, funciona em um conjunto de quatro sobrados do século XVIII, restaurados pelo Ipac – Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural, à Rua 13 de maio/Largo da Ajuda. Na sede estão peças da Irmandade, incluindo a imagem de Nossa Senhora da Boa Morte.

Resistência cultural
A Irmandade da Boa Morte, entidade que vive em amor a Maria, é uma sociedade fechada, fiel zeladora das tradições, enraizadas em suas origens culturais. A Irmandade guarda ainda os traços fortes de sua origem, como a admissão exclusiva de mulheres idosas e negras em seus quadros, tradição que continua seguindo religiosamente. Nesse espírito de ritos e manifestações, as irmãs mantêm a tradição distante de possíveis modificações em sua estrutura, há 235 anos.
O quadro da Irmandade, que já contou com a participação de cerca de 200 mulheres, segundo depoimento do administrador da festa, Walmir Pereira, reúne hoje 23 irmãs e quatro noviças, provenientes tanto de Cachoeira quanto de outras cidades do Recôncavo, como São Félix, Maragojipe, Muritiba, Santo Amaro e até mesmo de Salvador.
Para integrar ao grupo é preciso, antes de qualquer outra coisa, muita devoção a Nossa Senhora da Boa Morte. Geralmente as mulheres devem estar na faixa acima de 50 anos porque, a partir dessa idade, segundo as irmãs, as mulheres começam a perder interesse material, sexual, fortalecendo o espiritual e a dedicação de corpo e alma à devoção.
Nobreza e Dignidade 
Atualmente, entre os poucos pertences das irmãs restam os trajes com que participam da festa, um motivo de grande orgulho. Quando vestem sua roupa de gala ou a indumentária de baiana típica, as negras desfilam pelas ruas de Cachoeira, com nobreza e dignidade. O traje de baiana, todo branco (camizu de richelieu, bata bem larga em tecido fino e trabalhada, saias bem armadas, chinelas em couro branco, ojá de cabeça engomado, com detalhes de richelieu e pano da costa bordado), é usado durante o cortejo de Nossa Senhora, na sexta-feira e na ceia branca. Nesse dia, elas não usam qualquer joia ou adereço, somente as guias dos orixás e o traje branco, que no Candomblé significa luto. É um dia de resignação e respeito em reverência à Senhora Morta.

         

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

FÓRUM DE CIÊNCIA, EDUCAÇÃO E INOVAÇÃO TECNOLÓGICA


Prezados colegas,


O I FÓRUM DE CIÊNCIA, EDUCAÇÃO E INOVAÇÃO TECNOLÓGICA: DIÁLOGOS PARA SUSTENTABILIDADE  será realizado nos dias 29, 30 e 31 de outubro de 2014, no Centro Universitário Estácio da Bahia – Estácio FIB, com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb) e da Universidade Estácio de Sá. O evento tem como tema principal: CIENCIA, EDUCAÇÃO E NOVAS TECNOLOGIAS PARA PROMOÇÃO DA SUSTENTABILIDADE.

OBJETIVOS
1 Propiciar uma discussão política de caráter conceitual, epistêmico, científico, tecnológico e vivencial, que envolva educação, formação profissional, capital e aplicabilidade de conhecimentos em diferentes âmbitos para o desenvolvimento sustentável.

2 Discutir o papel da Universidade na construção do conhecimento científico e promoção da sustentabilidade

3 Propiciar o diálogo do mundo acadêmico com as comunidades em busca de um fortalecimento das relações universidade/comunidades para o desenvolvimento sustentável.

4 Apresentar resultados de pesquisas e discussões de temas relevantes relacionados com a temática do Evento, via inscrição de comunicações orais, pôsteres e mini-cursos.

Mais informações consulte o link do site do fórum: http://forumcienciaeduinovacao.com.br 


quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Resenha do filme "Eles voltam"

Por que eles não voltam?

         A professora Suki, responsável pelo Caldeirão Cultural, convidou professores e alunos para assistirem ao filme “Eles Voltam”, em cartaz na Sala de Cinema da UFBA. Esta exibição faz parte de um programa a Universidade, em parceria com o Governo Federal, que prestigia filmes nacionais.
         Então, como sou cinéfila, não perdi a oportunidade, principalmente por se tratar de cinema nacional. Outros participantes do Projeto Tela Brasil também se fizeram presentes.
         O filme, com argumento e realização de Marcelo Lordello, nos envolve pela angústia.
Marcelo Lordello - Roteiro e direção
       A história é basicamente a seguinte: dois adolescentes são deixados pelos próprios pais na estrada, pois estavam brigando no carro. Como castigo, os pais fazem com que eles desçam do carro. Aparentemente, a ideia seria pegá-los de volta, mas isso não acontece. O irmão mais velho, então, deixa a irmã de 12 anos aguardando o retorno dos pais, enquanto ele vai até um posto de gasolina pedir ajuda. Entretanto, o irmão também não retorna. A garota dorme num banco, ao relento.
    O tempo passa, e neste quesito vemos o tempo passar muito lentamente. As imagens são propositadamente fixas, quase sem som. É como se o roteiro nos desse tempo para refletir. O texto/argumento é totalmente reflexivo. O tempo todo o espectador se pergunta: por que os pais não voltam? Por que essa menina não sai deste lugar?
        A menina é levada por um morador das redondezas, um adolescente um pouco mais velho que ela e a mãe desse garoto, junto com outros moradores do assentamento em que vivem providenciam ajuda, oferecendo parte de suas colheitas para que uma das moradoras leve a garota e entregue ao juizado de menores ou à polícia.
Cris, que é uma garota muito reservada, sem sorrisos e poucas falas, passa por situações completamente diferentes de seu cotidiano (uma vida abastada e com muito conforto).
Ao observar o “novo mundo” Cris vai também se conhecendo e aparentemente se dá conta de que há vidas completamente diferentes do mundinho dela e de suas colegas da escola de classe alta. Isto pode ser observado quando, de volta pra casa, ela ouve junto com o avô o noticiário informando que Sem Terras foram presos, e o avô fica contente, mas ela afirma que se ele tivesse visto o que ela viu não pensaria daquela forma. Cris transforma-se, de certa forma, perdoa o irmão por abandoná-la, mas antes o faz refletir também sobre a ação do abandono.
          Há também algo muito pertinente: nota-se um retrato apático de uma geração que tem tudo à mão, mas não demonstra interesse em realizar algo de fato.

Enfim, o filme nos remete a reflexões existenciais, sociais e afetivas. O que fazemos com nossos filhos? Como os fazemos amadurecer? O que oferecemos a eles? O que eles sabem sobre a nossa sociedade? Em que país vivemos? O que sabemos sobre as diferenças existentes entre nosso povo?

Uma reflexão necessária.

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Aula Espetáculo com a escritora Maria Inez do Espírito Santo

           
Na manhã da quinta-feira, 07 de agosto, fomos agraciados com uma deliciosa conversa com a terapeuta cultural, com formação em pedagogia, psicologia, psicanálise e pós-graduação em metodologia do ensino superior. 
        Ela é autora dos livros Enquanto papai não volta, Vasos sagrados: mitos indígenas brasileiros e o encontro com o feminino, Ceiuci, Petrópolis - Uma História Viva, Com Gosto de Terra Natal. 
            Inez nos envolveu contando os mitos indígenas de forma cativante e ao mesmo tempo crítica. Ela foi convidada a  escrever livros sobre esta temática por conta da Lei 11.645 (em que se torna obrigatório o estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena). A partir de então, tomou gosto pelo ofício e vem oferecendo oficinas, palestra e leitura reflexivas para professores que desejam ampliar sua formação cultural e acadêmica. 
              A seguir, algumas fotos do momento de autógrafo com Inez
                 

Ao Livro Técnico lança três novos livros teórico-metodológicos, dentre os quais Com gosto de terra natal: um novo olhar sobre mitos indígenas brasileiros, da educadora e terapeuta cultural Maria Inez do Espírito Santo. Vikings, aborígenes, samurais, incas, persas, peles-vermelhas. Todo povo tem sua história, mitos e heróis. Narrativas, personagens e lendas que remontam ao passado e nos ajudam a refletir sobre nossa existência, nossas potencialidades e a construção de nossa sociedade. Neste sentido, que papel podem ocupar os mitos indígenas de tribos diversas, primeiros habitantes desta terra brasilis, em nossa educação? Preguiçosos, traiçoeiros, não civilizados, guerreiros implacáveis e canibais — eis alguns dos pré-conceitos deturpados que anos a fio permanecem no imaginário brasileiro. Do mesmo modo, o homem branco, caucasiano, europeu é colocado no posto de herói por “descobrir” e “colonizar” o Brasil. “Vestir” impositivamente o índio com a cultura europeia — aliás, eurocêntrica — é civilizado; a condição indígena é ser selvagem por natureza.
TÍTULO: COM GOSTO DE TERRA NATAL: UM NOVO OLHAR SOBRE MUITOS INDIGENAS BRASILEIROS ISBN: 9788564024069
IDIOMA: Português
ENCADERNAÇÃO: Brochura
ANO DE EDIÇÃO: 2012 EDIÇÃO:
1ª AUTOR: Maria Inez do Espirito Santo





           


segunda-feira, 28 de julho de 2014

"Uma lição de amor": Sábado Letivo 26.07.2014

UMA LIÇÃO DE AMOR



O dia 26 de julho foi sábado letivo. Reuniram-se os professores do NUPE (Núcleo esportivo) e do NICC (Núcleo de informação) para fazer atividade em conjunto. No primeiro momento, os alunos e alunas foram recebidos pelos professores de Educação Física para desenvolverem atividade com o corpo. Após lancharem, os professores do NICC os acolheram para apreciação do filme “Uma lição de amor”.

Conversaram, discutiram sobre a temática do filme, os símbolos e sentimentos que envolvem a história do filme e por fim, deixaram suas opiniões registradas, como uma forma de ratificar a discussão promovida pelo grupo de docentes e discentes.





quinta-feira, 24 de julho de 2014


Igualdade na diferença.
Não perca a aula deste sábado letivo: 26/07/14

Professores do NICC e do NUPE estão esperando por você para compartilhar "Uma Lição de Amor".


segunda-feira, 21 de julho de 2014

Inverno chuvoso

    O retorno às aulas foi normal. A maioria dos alunos e professores já esqueceu a derrota do Brasil na Copa do Mundo e estamos aos poucos voltando ao nosso cotidiano.
    Esperamos que o II semestre seja mais produtivo, que haja mais disposição para trocas de conhecimentos e sobretudo mais poesia. A poesia humaniza, alegra, sensibiliza.
    Chuva combina com poesia. 


segunda-feira, 9 de junho de 2014

São João da Escola Parque na Mídia


    Estudantes da rede estadual resgatam e valorizam tradições nordestinas
Publicado em sex, 06/06/2014 - 19:00 por ASCOM / SEC


     Quem passa pela fa­chada do Centro Edu­ca­ci­onal Car­neiro Ri­beiro – Es­cola Parque, lo­ca­li­zado na Caixa D'água, em Sal­vador, já sente o clima ju­nino, que toma conta do es­paço. Da en­trada ao in­te­rior da es­cola, uma série de ob­jetos de­co­ra­tivos dão conta de uma he­rança rural nor­des­tina, e lem­bram ao vi­si­tante que o São João está che­gando. O ce­nário, pre­pa­rado por es­tu­dantes, pro­fes­sores, fun­ci­o­ná­rios e ges­tores do Centro, será o palco da festa ju­nina da es­cola, que acon­tece na quarta-feira (11/6), às 14h, com o tema: Ju­ven­tude, cons­ci­ência e au­to­es­tima.


      De acordo com o di­retor da uni­dade, Ge­dean Ri­beiro do Nas­ci­mento, os pre­pa­ra­tivos da festa co­me­çaram antes mesmo do ano le­tivo, e contam com o en­vol­vi­mento de toda a co­mu­ni­dade. “A festa co­meça a ser pla­ne­jada na se­mana pe­da­gó­gica, e em se­guida, os pro­fes­sores dão início às pro­du­ções em nossas ofi­cinas. Seja na área de mú­sica, dança, cu­li­nária ou artes vi­suais, todos par­ti­cipam, in­clu­sive a co­mu­ni­dade, que con­tribui com a de­co­ração da rua e da fa­chada da es­cola”, re­vela o gestor. “O São João para nós, nor­des­tinos, é o mo­mento de brindar a nossa cul­tura, então pre­ci­samos fes­tejar”, acres­centa.


    O re­sul­tado do tra­balho está ex­posto em es­pan­ta­lhos, casas ce­no­grá­ficas, ima­gens de São João, ora­tó­rios, fo­gueiras e ou­tros ob­jetos con­fec­ci­o­nados em sala de aula. “Antes da pro­dução, mo­bi­li­zamos os es­tu­dantes para que eles ti­vessem cons­ci­ência da im­por­tância dessa festa para a nossa cul­tura. E, assim, de­fi­nimos o que po­de­ríamos fazer, co­nhe­cendo, também, a origem dos ob­jetos e das tra­di­ções”, conta a pro­fes­sora de artes plás­ticas, Maria Te­reza do Nas­ci­mento Araújo.


    Para a es­tu­dante do 5º ano do en­sino fun­da­mental, no Centro Edu­ca­ci­onal Car­neiro Ri­beiro – Classe II, Li­liane do Es­pí­rito Santo dos Santos, 11 anos, passar pelos cor­re­dores de­co­rados da Es­cola Parque é um or­gulho. “Fico muito feliz, não só porque a gente aprendeu muito sobre o São João, mas porque eu passo por aqui e vejo coisas que eu fiz”, de­clara a es­tu­dante, que par­ti­cipa das ofi­cinas de bis­cuit, con­fei­taria e car­to­nagem.



     O sen­ti­mento é pa­re­cido com o da sua co­lega de classe, Be­a­triz Bispo dos Santos, 12 anos, que re­co­nhece, na es­cola, a festa que acon­tece também no seu bairro. “Na aula de con­fei­taria, a pro­fes­sora en­sinou pra gente quais eram as co­midas tí­picas,  muitas eu já sabia, porque a gente também faz no meu bairro, como o amen­doim, o bolo de ca­rimã e o milho. Eu adoro o São João porque é uma festa muito alegre”, frisou a es­tu­dante.



Pro­gra­mação – A pro­gra­mação da festa, que acon­tece na pró­xima quarta-feira (11/6), in­clui apre­sen­ta­ções de dança, do coral da es­cola, com mú­sica de Luiz Gon­zaga, con­curso para se­leção do Rei e da Rainha do São João, bar­ra­qui­nhas com co­midas tí­picas, pes­caria, cor­reio ele­trô­nico da ami­zade, qua­drilha e, ainda, a apre­sen­tação de uma banda de forró, li­de­rada por um dos pro­fes­sores da es­cola.

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V Mostra de Tecnologia